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Blog · Laura Garkisch

Prá quê terapia?

Uma reflexão sobre por que tantas pessoas resistem ao autoconhecimento — e o que realmente muda quando você se permite vivê-lo.

Prá quê viajar se você pode conhecer um lugar pela internet?

Este simples comparativo a meu ver já ilustra intensamente a diferença entre fazer ou não terapia.

Você pode ler a respeito, fazer cursos — inclusive na área de Psicologia —, conversar constante e informalmente sobre o assunto… Porém nada substituirá a experiência em si.

E se você ainda vê esta forma de autoconhecimento e desenvolvimento como desnecessária, existem algumas possibilidades que podem estar sustentando isso. Aqui vão 3 das que percebo como mais recorrentes — veja com qual você mais se identifica:

  1. a simples crença de que não é necessário;
  2. já ter vivenciado, porém por tempo insuficiente, e/ou por não ter percebido resultados, e/ou pelos resultados não terem se sustentado;
  3. por "simples" falta de paciência ou identificação com a área do autoconhecimento.

Se você se identifica mais com a 1ª opção, este cenário costuma cair por terra pelo simples fato de você provavelmente estar estagnado na maior parte do tempo, repetindo padrões familiares disfuncionais, perdendo funcionários, não conseguindo sustentar um relacionamento… Enfim, os sinais podem ser muitos, e a cada fase da vida eles vêm de um jeito, e em uma área da vida.

Na 2ª opção, de fato o tempo de terapia pode não ter sido suficiente (e isto é bastante relativo, pois há variáveis como: a sua entrega nas sessões, as técnicas utilizadas pelo profissional, a empatia e conexão com o terapeuta…). Já perceber resultados, isso pode ser mais escancarado ou mais sutil mesmo — e o que ocorre é que muitas vezes as pessoas já tiveram resultados, porém não conseguiram enxergar ou sustentar. E essa questão da sustentabilidade inclui as duas partes: a efetividade do profissional no uso das técnicas terapêuticas, e o seu empenho e dedicação na manutenção de seu próprio desenvolvimento.

E na 3ª opção eu gosto de trazer um outro comparativo: quando vamos ao médico e nos é receitado um medicamento, não pensamos: "Ah, não sei não esse remédio, não vou ter paciência prá ficar tomando 7 dias, não me identifico muito com esse princípio ativo…" A gente normalmente para na 1ª farmácia no caminho e pronto, certo? Com autoconhecimento e desenvolvimento não é diferente: gostando ou não, ele é necessário.

Experimente diferentes técnicas, diferentes profissionais, e perceba com qual você mais se identifica: muito provavelmente este será o formato que te trará mais resultados — e essa recompensa é necessária para tornar seu processo mais leve e produtivo.

Conte comigo para continuar esta conversa e te apoiar numa decisão tão necessária, e ao mesmo tempo também tão profunda.

Texto escrito por Laura Garkisch

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