Ao se deparar com uma situação de bullying (ativa ou passiva), os pais podem sentir-se perdidos, sem saber o que fazer, que atitudes tomar ou com quem falar, quando, na realidade, este é um momento mais passivo do que ativo.

1º PASSO

Num primeiro momento, o ideal é que você *escute ativamente seu filho*, independentemente se ele foi vítima ou agressor. Ou seja, proporcione um *ambiente seguro e acolhedor* para que ele possa expressar seus sentimentos e percepções relacionados à situação vivenciada sem o receio de ser julgado.

O *acolhimento incondicional* consiste nesta escuta, o que inclui as pausas: quando o outro para de falar, não significa necessariamente que temos que nos manifestar de alguma forma. Nós podemos simplesmente permanecer ali, presentes e disponíveis, para que o outro possa esvaziar o quanto estiver precisando. Então é essencial que seu filho não seja interrompido com suas percepções ou perguntas.

2º PASSO

A essência do bullying consiste em um não acolhimento, independente do formato que ocorreu. Ou seja: quem ocasionou-o, de alguma forma e por algum motivo:

– não conseguiu agir diferente

– agiu intencionalmente de forma disfuncional ou

– não soube lidar com uma situação

(E muitas vezes isso pode vir de referências familiares).


Em ambos os casos (ativo ou passivo), é importante *compreender o contexto da situação como um todo* e aproveitar a oportunidade para *conversar sobre valores* como respeito, ética e empatia.

3º PASSO

Por fim, os adultos responsáveis (que podem ser os pais e/ou escola) devem proporcionar a oportunidade de retratação, ou seja, promover uma conversa com os envolvidos (também em um ambiente seguro e acolhedor), a qual também será uma valiosa oportunidade de exercitar valores como humildade, verdade e justiça.

Vale colocarmos aqui dois importantes lembretes finais:

1 – É altamente recomendada uma reflexão sobre de onde podem estar vindo as referências que ocasionaram a situação, e infelizmente ainda é bastante comum observarmos padrões disfuncionais tanto dentro das escolas, como nas famílias (comunicação não respeitosa, falta de empatia e acolhimento, comparações entre alunos e filhos, etc); e

2 – A essência do bullying envolve sentimentos e percepções pessoais, ou seja, relacionam-se com a história dos envolvidos, o ambiente em que cresceram e vivem, além de sua personalidade. Assim, para os adultos envolvidos não adensarem a situação ainda mais com as suas próprias percepções, devem ater-se principalmente aos fatos e aos valores envolvidos (os que foram desrespeitados e os que devem prevalecer).

Ainda ficou com dúvidas sobre o assunto? Contate-nos agora mesmo e agende uma sessão individual ou familiar! Não deixe o bem-estar e qualidade de vida de seu filho para depois.

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